30 Janeiro 2004 0 comentários
Monólogo de um solitário dono de casa

Por contingências da vida profissional da minha cara-metade - não confundam uma colaboração remunerada com militâncias partidárias :P - é a terceira sexta-feira consecutiva que estou sozinho em casa. Podia estar a beber um copo com os amigos ou a ouvir o DJ Gustavo a tocar no Indústria ou quiçá mesmo a marcar golos com a selecção da Argentina no PES3 e a enfardar no campeão Varela mas não estou por duas razões: ainda é cedo e levo muito a sério a minha função de babycat-sitter.

Entretanto vou-me entretendo com estes discos:

Mais uma recuperação de library music archives - possível tradução muito livre: tesouros esquecidos das décadas de 60 & 70 - da editora Strut.

e este

Comparado disparatadamente no Allmusic com a trupe do John Spencer. Os Sugarman 3 são um combo de sax + hammond + bateria, retro groovy, funky e tudo o mais que se pode imaginar nuns Poets Of Rhythm duas vezes mais potentes.

Por outro lado vou pondo as leituras em dia. Boas novas no Y, com a notícia da vinda dos doces mas algo monótonos Mum para um concerto no Porto (Sá da Bandeira mmmmm... perfeito!) e outro em Lisboa (os aficcionados da Aula Magna já salivam por mais um concerto inesquecível na sua sala de eleição). Por sua vez no DN+, Nuno Galopim resvala mais uma vez para o festivaleiro, divagando sobre o escaldante tema da 'Operação Triunfo' e seus efeitos perniciosos.

E ainda há para ver o dvd dos Air e o basquete da NBA. Lá fora está frio e já choveu. Não. Definitivamente, hoje não me parece uma boa noite para sair de casa.
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"Mais ninguém vai vestir a camisola nº29"
...e eu prometo que dou por terminadas as minhas considerações sobre este assunto.
Ontem, enquanto esperava descansadamente que as compras rolassem pelo tapete de umas das caixas do hipermercado Continente, resolvi folhear a última edição da revista Visão, na sua capa via-se, para além duma foto de Miklos Fehér, o seguinte título:"CHOQUE. Os últimos dias de Miklos Fehér. As conversas com os amigos, os telefonemas, os planos. O que a televisão não mostrou"
Abri, folhei e ...fiquei profundamente chocado com o que vi, perturbado. Ao lado de uma foto com Mário Jardel, estava outra que captou o fatídico momento em que Miklos caiu ao chão (e a sua expressão facial), mais concretamente uns segundos depois quando 2 jogadores já se encontravam perto dele. Percebi rapidamente porque é que os jogadores entraram em pânico quando viram Fehér. E mais não digo.

Que diferenças existem entre este tipo de fotografias e outras, como aquelas das crianças africanas que vemos a morrer à fome e que são premiadas, ou mesmo da famosa e premiadíssima fotografia do momento em que 1 soldado vietnamita é baleado na cabeça? Muitas! As segundas tem exactamente como objectivo o choque, chamar as pessoas à razão da forma + violenta, alerta-las. Quanto à foto publicada na Visão, sinceramente não vejo nenhum propósito que não a violência gratuita, a informação mórbida que infelizmente abunda nos jornais como o "Crime" e não deve ser publicada em órgãos de comunicação social sob circunstância alguma.

"«A primeira reacção dos 'camera' foi óbvia: foi tudo à cara dele», explica, recordando «imagens horríveis» com que foi confrontado.
Por isso, a ordem foi imediata: «Quero toda a gente fora da cara»" diz Ricardo Espírito Santo o realizador da SIC que liderou a realização do encontro em Guimarães. in DN
Ricardo Espírito Santo, teve a lucidez e o bom senso imediato, que infelizmente constato que muitos jornalistas não teriam e não quereriam mesmo ter.
A Visão, 4 dias passados após o trágico acidente resolve publicar uma foto que inclui a cara de Mikos Fehér. Para quê? Porquê? Que tipo de jornalistas é que cometem uma barbaridade destas?! Com que intuito?!

Se por um lado estes acontecimentos trágicos servem para mostrar a nossa humanidade e sua fragilidade inerente, por outro, mostram o lado mais negro dessa mesma humanidade.
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De Will Oldham a
Bonnie "Prince" Billy passando pelos
Palace Brothers e pelo Sá Pinto




Dois factos marcaram o meu verão de 96: ter visto o Ricardo Sá Pinto, após marcar um golo no Campeonato da Europa, a correr para o seleccionador nacional António Oliveira e dar beijos efusivos na bandeira portuguesa que este, comovido, estendia na sua direcção e ter ouvido o 'Arise Therefore' dos Palace Brothers.
Viviam-se os tempos do pós-grunge. Arrumavam-se as camisas de flanela no armário e, felizmente, o cabelo comprido passava de moda. Isto é factual, não estou a inventar nada. Por essa altura ainda não sabia que Will Oldham também se chamava Bonnie 'Prince' Billy, embora, num recanto obscuro do meu cerebro, habituado a ouvir Sebadoh, Pavement e Dinosaur Jr., constasse a informação que esse fosse um nome interessante a investigar. Chamem-lhe intuição masculina. Por essa altura o suplemento 'musical' do Público ainda era apenas sobre música e chamava-se 'Sons'. E, igualmente nesse verão, saiu no Sons uma crítica ao 'Arise Therefore' dos Palace Brothers - Will mais o irmão, ou, mais Will do que o irmão, se é que alguma vez houve algum irmão - que era absolutamente fantástica. Um disco imperdível! Obra prima! 10/10! AHHHHH! Delírio! Estupefacção! Saí a correr para a loja de discos mais próxima. Até já.

Serve esta pequena 'contextualização histórica' para dizer concretamente o quê? Que foi este singelo disquito a pôr em causa a, até então para mim inquestionável, opinião dos críticos. 'Arise Therefore' foi, nesse final de tarde de verão, um barrete absoluto. Uma punhalada nas costas seguida de um revigorante banho de água gelada. Um flop monumental! Um fiasco histórico! Na dia seguinte fui trocar o disco pelo primeiro álbum dos Morphine - que já não era propriamente uma novidade nessa altura - e desde então jamais voltei a ouvir nada cantado pelo Will Bonnie Prince Oldham. Mas a guitarra desafinada e o lendário estilo vocal - a recordar um bezerro deprimido na hora da ração - esses continuam, oito anos depois, a dar-me ocasionais pesadelos nocturnos.
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el cid mouro filme
kesta merda!?

(referring URL para o papeldeparede)
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gigantes à solta
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modernaço
certamente um regresso às origens o "separador" que apareceu n'a dois na quarta-feira.
faz parte do imaginário da nossa geração (dos bloguistas de serviço pelo menos) aquela mensagem singela que de quando em vez aparecia, normalmente quando ia começar o nosso programa favorito, segundo a qual, por motivos técnicos o programa tinha sido interrompido mas não se preocupem porque a emissão segue dentro de momentos e que foi até motivo para um sketch (ou squeteche na nova grafia) do herman (na altura em que ele ainda tinha piada e que só a nossa geração conhece)
o programa segue dentro de momentos
o momento segue dentro do programa
dentro do programa segue o momento
segue o momento dentro do programa
etc.
claro que os tempos são outros e sinal disso...

somos forçados a iMterromper a emissão
assim com m e tudo... já dizia a lenga-lenga que aprendi nos idos de 81, antes de pê ou bê é sempre mê.
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Tentações Nocturnas
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workplace
29 Janeiro 2004 1 comentários
Jazz em Português

Já aqui no blog se falou sobre o programa de apenas 5 minutos que passa na Antena 1, todos os dias quando faltam 5, 4, 3, 2, 1 para as oito da noite. Por essa altura normalmente estou no caminho do trabalho para casa, e como antes ouço o jornal de desporto na referida rádio, aproveito e ouço o José Duarte mostrar algumas pérolas do jazz mundial.
Durante este mês de Janeiro - que amanhã acaba em termos de edições deste programa - todos os dias durante cinco minutos pode-se ouvir algumas das melhores composições escritas/tocadas por portugueses. Algumas delas têm mais de 10 anos, mas nestas coisas, quando algo é bom fica para a eternidade, e durante 22 dias pude ouvir do melhor que se fez e faz em português. Espero que o José Duarte volte a pegar rapidamente nesta ideia e que dedique mais programas ao jazz nacional, porque na realidade, o que eu ouvi durante este mês tinha muita qualidade.
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passeio nocturno
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Tied & Tickled Trio . Observing Systems



Hoje foi dia de regressar a este disco. A crítica na Pitchforkmedia é irrelevante e enfadonha como quase sempre. Mas o importante a reter é que 'Observing Systems' foi um dos discos de 2003 que mais me fez querer investigar no passado hipotéticos pontos de contacto.

Sobre ele, escreveu Fernando Magalhães na edição do Y da semana passada:

""Observing Systems" (termo criado no início dos anos 70 pelo teórico de sistemas cibernéticos Heinz von Foerster), quarto álbum da dupla germânica formada por Markus (bateria, programações) e Micha Acher (trompete, baixo), mistura estilos e sonoridades com o desplante de quem tem à sua diposição os arquivos da grande enciclopédia de música universal. "The long tomorrow" faz interagir o jazz, a electrónica e o pós-rock com Misha a empolgar-se numa personificação energética do Miles Davis de "In a Silent way", bem secundado pelos devaneios "free" de Johannes Enders, no sax tenor. Mas logo tudo se fragmenta em refracções "dub" ou atraindo a si os miasmas de nostalgia dos Tuxedomoon. Sucessivamente, vão emergindo paisagens "trip hop", "avant jazz" ("3.4.E", transborda de swing, com uma linha de baixo demolidora) e até, em "Motorik", uma leitura bastante livre e jazzística do krautrock dos Neu!. Thelonious Monk e Sun Ra são igualmente objecto de presumíveis homenagens, respectivamente em "Ship monk" e "Radio sun". "A observação da observação leva a uma nova compreensão da realidade", diz Foerster e os T&TT põem em prática. Delírio quântico ou regorgitação de informação em excesso, seja como for, está bem observado."
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electro gugu
esta sexta dia 30 de janeiro no indústria do porto, o melhor dj do mundo...o meu irmão ;) que também faz parte do projecto freshkitos a par com o dj phil.
a noite toda estará a cargo do dj gustavo.
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Um exemplo
E uma atitude que merece ser elogiada.
Em contrapartida não param de surgir neste blog, visitantes mórbidos em busca do último adeus, do último sorriso, das imagens da Sic (porquê da sic?), do video da morte e até, imaginem, da música do enterro de Fehér. Desapareçam! Não há aqui nada para ver, seus abutres!
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Matozoo . Funk Matarroês


(é preciso uma lupa mas não encontrei na net uma imagem maior)

Recebi há uns dias o novo disco dos Matozoo pelos correios do euro204, graças à boa vontade do MC Martinêz, também conhecido por Martinês, Martines ou Martinez.
Após três audições atentas sou capaz de considerar, com a opinião avalizada e modesta que me caracteriza (hehe), que a nível de produção, instrumentais, rimas e flow este é, sem dúvida, um dos melhores discos de hip hop português.
Infelizmente o disco não tem o nome das músicas acoplado (nem no windows media player o esquema resulta) mas, para já, as minhas preferidas são a 2, 3 (que penso se chamar 'Fórmula'), 5, 6 e 11. Como seria de prever este disco não deve ser ouvido num serão familiar. (Sou um púdico, admito que numa primeira fase corei, mas acabei por suspirar de alívio quando vi que a palavra 'nandrolona' não rimava com o nome do novo clube de Jardel.)
Mas basta de piadas parvas: há neste disco a construção de uma identidade própria a nível de imagem (que, apesar de original, paradoxalmente faz lembrar os projectos MF DOOM/King Geedorah), aliada a uma escolha exemplar de samples (assim de repente, reconheci Amon Tobin e a banda sonora do 'Lost Highway') e refrões raros daqueles que ficam na memória, como se calhar só os Mind Da Gap e Sam The Kid haviam conseguido na ainda breve história do hip hop português. 'Funk Matarroês' é um disco que desbrava territórios pouco comuns no hip hop e abre caminhos alternativos, disso não tenho qualquer dúvida. Big props para eles.
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sem titulo 001
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hipocrisia
o vaticano disse hoje que acha que as empresas farmaceuticas estão a provocar um genocídio por manterem os preços dos medicamentos contra a sida muito elevados...
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o meu clube regional
ainda a propósito do tema dominante desta semana: a inesperada e trágica morte de Miklos Fehér.
o meu clube fez questão em abrir as portas do centro de estágio à imprensa para que esta pudesse filmar o minuto de silêncio em memória do malogrado jogador. não bastava fazê-lo, foi preciso mostrá-lo.
o meu clube, apesar de bem representado na sua comitiva que se deslocou ao estádio da luz, não foi capaz de se fazer representar ao mais alto nível, pelo seu presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa.
o meu clube devia lembrar-se que devido às guerras que teve e ainda tem com o empresário José Veiga, e só porque um jovem jogador, qui ça fiel às suas convicções e/ou compromissos quis manter o seu empresário, foi mandado para a equipa B, apesar da exelente época que tinha feito no ano anterior.
o meu clube, mas especificamente o seu presidente devia ter em memória este último facto e só isso seria mais do que suficiente para que estivesse presente na luz.
o meu clube ao contrário dos resultados desportivos continua a ser um clube regional.
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morning

anteriormente: early morning
anteriormente: late night
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"13" & "Lost in Translation"



Iniciei o ano de 2004 com o filme "13 - Inocência Perdida", que na altura apenas fui ver, porque o "Lost in Translation" estava esgotado. Deste "Inocência Perdida", não há muito a dizer. Filme básico onde tudo acontece da forma esperada, e com uma história que se resume a 4 meses de adolescência, de uma rapariga que com 13 anos, que pretende dar uma volta de 180º à sua forma de viver e conviver na sua escola. Quanto ao resto do filme, mete drogas, alguma violência, discussões familiares e pouco mais. Do pouco que gostei do filme, foi a forma como era filmado, a rotação das camâras, não sei porquê, mas chamou-me à atenção.
Mas ontem, de volta ao cinema para ver "Lost in Translation". Já circulava pelos vários meios de comunicação que poderia ser um dos filmes do ano e realmente o filme é muito bom. Uma história simples, mas de grandes contrastes. Dois americanos em Tóquio, que vivem uma realidade completamente diferente daquela a que estavam habituados, ambos a passarem momentos de crise nas suas vidas de casados, exploram a cidade convivendo com os seus habitantes e respectiva cultura. Pelo meio criam uma amizade muito intíma que abre novos horizontes nas suas vidas conjugais. Há espaço ainda para umas boas gargalhadas, que nos mantêm bem dispostos ao longo de toda a narrativa.
28 Janeiro 2004 0 comentários
contact me
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Onde está o nosso amigo cabeludo?

Não manda mails, não aparece aos convívios, só atende o telemóvel se telefonarmos para ele 10 vezes seguidas, não vem a concertos connosco, não aparece nos torneios de PES 3!!!
Será que já trabalha? Será que anda a comer muitos ovos moles? Será que está mais magro? Será que este assunto interessa a quem lê este blog?
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ring?
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Falta exactamente um mês

A lista dos nomeados para os Oscares. Muito útil para quem der alguma importância ao assunto e queira começar a fazer algumas apostas pessoais para depois esfregar na cara de quem não liga nada a isso um vitorioso 'Estás a ver? Eu bem te disse que ia ganhar!'.
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Trans Am e Telefon Tel Aviv


Telefon Tel Aviv 'Map Of What Is Effortless'


Trans Am 'Liberation'

Breves notas sobre dois dos discos que mais esperava ouvir neste início de ano. Os outros eram provavelmente o dos Air, o dos Tortoise (que conto ouvir até ao final da semana), o dos Stereolab, o dos Liars e mais um ou outro de que, francamente, não me estou a recordar neste exacto momento.
Melhor o disco dos Trans Am. Muito melhor. 'Map Of What Is Effortless' não consegue superar a minha habitual desconfiança - ou preconceito - contra a pop suportada por instrumentos electrónicos a 'imitar' instrumentos clássicos. Pouco me importa que o disco tenha sido efectivamente gravado com a Orquestra de Câmara da Universidade de Loyola (belo nome, pessoal!). Os instrumentos soam sintéticos, ponto e vírgula. E melhor seria que os Telefon Tel Aviv desenvolvessem as premissas do seu excelente primeiro álbum - como fazem nos temas instrumentais do novo disco - do que investirem num r'n'b que fica a milhas das matrizes originais. De um projecto de 'música electrónica instrumental' espero música electrónica, de preferência bem feita e caladinha. Não é cá merdas de r'n'b (com vocalistas ranhosos) que não chega a ser r'n'b (por causa dos vocalistas serem ranhosos) e que pensa que 'música lenta' e 'violinos' são sinónimos de 'música bela' e 'comovente'. Sem saber nem inspiração não se chega lá.
'Liberation' dos Trans Am é um caso completamente diferente. Aliás, os Trans Am são um caso à parte. Muito espalhafatosos para quem tem vergonha de se divertir e sempre esperou que deste lado viesse a regeneração do rock. Demasiado intelectuais e profundos para quem tem a perspectiva recreativa da música como piada para ouvir ao sábado à noite e esquecer no dia seguinte (Olá, Peaches!). 'Liberation' oferece em doses reforçadas tudo aquilo que me fez gostar dos Trans Am: vozes robotizadas, sintetizadores em fogo, guitarras azeiteiras, baixos desavergonhados, calça branca e pé descalço. Quem adorou o 'TA' vai dançar ainda mais com este. Quem não gostou pode passar ao seguinte. Eu por cá vou ouvi-lo outra vez. E outra! E outra! E mais outra! Estou viciado nisto!
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Andava eu à procura de um cromo português

E de repente descobri este site. (???)
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Poesia de Paranhos

'Só espero que o Miki continue a marcar golos.'
José António Linhares à TSF, 04.01.28
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racer

nota: "é expressamente proibida a publicação de
          fotos da minha pessoa em locais públicos
          sem a devida autorização do próprio"
27 Janeiro 2004 0 comentários
paisagem suburbana
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exausto

é assim que me sinto depois de mais de 24h acordado à volta do computador, após alguns dias consecutivos de trabalho árduo e poucas horas de sono.
o trabalho que estive (e ainda estou) a fazer deu-me bastante prazer, apesar dos prazos apertadíssimos, acredito que para o escasso tempo que nos foi dado, o resultado final é bastante aceitável.
no entanto, quando chego ao fim, às vezes pergunto-me se vale a pena o esforço. se vale a pena, porque deste lado há tanta entrega e por vezes do outro...nada. questões como a falta de profissionalismo, ética e bom senso custam-me por vezes a aceitar de ânimo leve, e a questionar o que é que ando a fazer neste suposto mundo de negócios, mais especificamente nesta área de negócio, onde toda a gente gosta de mandar o seu "bitaite" e, vai lá se saber porquê, se acha com moral para falar com grande conhecimento de causa sobre a matéria em causa. não há pachorra!
já tou a dar a últimas. será que perceberam alguma coisa do que aqui escrevi?!. vou dormir.
o descanso do guerreiro está para breve.

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Console & B.Fleischmann

Discos já com alguns meses mas compras recentes na Matéria Prima - a minha loja de música preferida (nota mental: boa ideia para outro post) mas onde não ia há quase meio ano.

B. Fleischmann 'Welcome Tourist'


Console 'Reset The Preset'

(aqui não dá para ver mas garanto que o gajo da guitarra chunga está mesmo com uma t-shirt dos Motorhead)

É da mais elementar justiça reconhecer que são dois discos de quem já fez muito melhor. Indiepop + electro no caso de Console, nada mais nada menos do que Martin Gretschmann (espanto!) dos The Notwist (ahhh!). Indietronica pura e dura típica da editora Morr, com vocalizações à Tarwater e um segundo disco inteiramente preenchido com um tema de 45 minutos que se podia resumir facilmente a dez e acabavamos com esta chatice mais cedo, no caso de Fleischmann.

Discografia seleccionada, qualquer um deles excelente:
Console 'Live at centre Pompidou' (2001)
B. Fleischmann 'Pop Loops for Breakfast' (1999) (comprei este por cinco euros num saldo qualquer da VC ... eheh ..tinha que me gabar de qualquer coisa)
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ISO 68 . Here / There Played By



Pressuposto: Nunca ouvi os originais que deram origem às versões, remisturas e re-interpretações contidas em 'Here / There Played By'.

Track-list:
1
Stoppages est plus
CALEXICO
07:14

2
Baikonur/Cosmic Bones
QRELLA,MASHA
04:24

3
Zwei Engel korrigiert Mix
DIESEL POWERED SYSTEM(SIXTOO & MATT KELLY)
03:12

4
Moontrain
LOOPSPOOL
06:20

5
Stoppage pour Adeline
KURZMANN,CHRISTOF
05:37

6
Zwei Engel korrigiert
CORKER/CONBOY
04:04

7
Les trains avancent comme des trains dans la nuit/diffusion capricc.
THIESSEN,PETER
04:43

Tempo total: trinta e cinco minutos que têm rodado esta tarde em loop.

Conclusão: por entre material muito bom, destaco os Loopspool, Christof Kurzmann, Peter Thiessen e os Calexico - sim, 'esses' Calexico de chapéu mexicano, com quem os Iso 68 já andaram em digressão. Podem ouvir algumas faixas aqui, um razoável substituto para quem, como eu, não pode sacar mp3's no emprego.
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Um disco de merda


(se alguma vez vir este disco, fuja!)

Se o 'Elephant' é aborrecido e desinteressante (o que é, basicamente, outra forma de dizer 'aborrecido'), este é simplesmente inaudível. Se o 'Is This It' em módulo just for fun garantia bons momentos, neste não consegui passar da quinta faixa. O single '12:51' é uma repetição patética de um riff infantil que nem num lado Z dos Pixies teria lugar e, no video, os Strokes de roupa justa e ténis all-stars exibem uma naturalidade e elegância só comparável à de Emanuel quando surgiu no programa do Herman trajando um blazer João Roto - ou será 'Rolo'? - o trocadilho homofóbico era escusado.
O single é mau, o video é pior (macacos me mordam se aquilo não acaba com um dos clichés mais vistos da história do rock - o vocalista a atirar o microfone ao chão) mas não são nada comparados com o vazio das primeiras músicas do álbum (sim, porque o resto nem sequer ouvi). Rock refundido e mal pago.
E desta forma, num ápice, vou despachando os discos mais marcantes de 2003 para o caixote do lixo do esquecimento.
Next stop: 'Hail to the Thief'. Com a ressalva que o péssimo dos Radiohead será sempre muito melhor do que isto.
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Roger Dodger



Diálogos muito bem escritos e um filme imenso, inteligente. Se tiverem curiosidade em ler algumas críticas podem consultar estes dois links, ambos bastante completos:
Tomates podres e metacrítica.

E um dos diálogos finais 'But ... who's this guy? Look at your shirt! look at your face!', para além de ter provocado um ataque compulsivo de riso, devia ser visto repetidas vezes por muita gente que se acha melhor do que aquilo que efectivamente é. Eu incluído. :)

Roger Dodger

Escrito e realizado por Dylan Kidd (uma estreia). Com interpretações de Campbell Scott (tremendo!), Jesse Eisenberg, Isabella Rossellini, Elizabeth Berkley, Jennifer Beals, Ben Shenkman, Mina Badie e Chris Stack. Em exibição numa nas salas do Parque Nascente. Despachem-se lá, antes que saia de cartaz. (Agora que penso nisso acho que há uma sessão, às duas da tarde)
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zo ahead

ola

26 Janeiro 2004 0 comentários
olhar enviezado
sinal dos tempos talvez, mas porque é que toda a gente fica perplexa com o facto de os jogadores do benfica e do guimarães terem ficado completamente transtornados com o que viram? ou porque é que causa tanta admiração as claques se terem juntado em unissono a gritar pelo feher? ou porque é que se sente algum constrangimento na voz do olegário benquerença quando ele admite que sim... por 2 ou 3 segundos pensei que ele estivesse a fazer fita.
não é normal? não é aceitável? fez alguma diferença? vai fazer mudar alguma coisa?
como disse o apresentador da sic são 21.13 e ontem a esta hora miklos feher ainda estava vivo.
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Air 'Talkie Walkie'


(os Air nunca tiveram lá muito jeito para escolher as capas para os seus discos)

A banda sonora para uma viagem incrível Vidago - Boticas por entre montes, fragas, riachos escondidos sob o arvoredo e um consumo absurdo de combustível. A tendência para a estrada ter rails, excepto nas curvas mais apertadas, indícia uma longa sequência de acidentes trágicos. 'Run', 'Universal Traveler' e 'Mike Mills' são a primeira sequência 10/10 que ouvimos há anos. À entrada de Boticas o comércio tradicional de uma terra deserta deseja-nos boas festas, um cachorro castanho jaz afogado no ribeiro que atravessa a povoação e os correios assemelham-se, em tamanho, ao cenário do Postman Pat. Consta que Boticas é terra de feroz concorrência entre laboratórios médicos. E o que seria de um blog sem estas piadas privadas?
O que é notável nos Air é a forma como conseguem manter uma identidade definida sem nunca soarem repetitivos.
Ouvimos a segunda metade de 'Talkie Walkie' na viagem entre Boticas e Montalegre. Porém, perdeu-se o encanto. Por culpa do disco, não da paisagem.
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A propósito de "tempo", "vida" e “morte”, temas que Fehér nos deixou

Bem sei que hoje não se fala de outra coisa: vão aparecer as críticas, as estórias, memórias, elogios, lamentos, insinuações... mas, na verdade, nada disso devia hoje interessar. Em momentos destes, continuo a aperceber-me de que há pessoas a quem os detalhes mais importantes sobre a ironia da vida continuam a escapar.

O Fehér não foi um mártir em Portugal; foi um lutador como tantos outros. Todos acumulamos alegrias e dissabores, amigos e inimigos, sucessos e insucessos; é a história das nossas vidas. Aquilo que aconteceu com ele na passagem pelo futebol português é o que acontece todos os dias com qualquer outra pessoa: nesta vida “tenta-se”, “arrisca-se”, “opta-se”, “acerta-se”, “falha-se”, “celebra-se”, “chora-se”; sonha-se sempre. E quando tudo acaba num repente, em circunstâncias como as de ontem, porque é que alguém há de ter culpa? Que responsabilidade tem o árbitro pelo cartão amarelo; que responsabilidade têm o Pinto da Costa e o José Veiga pelas tricas em que envolveram o jogador (afinal, um produto do futebol); que responsabilidade têm os painéis publicitários que – acusam alguns – estavam ali a barrar o caminho de uma ambulância? Que tem isso a ver com a paragem de um coração?

Aquilo que foi a vida de Fehér e aquilo que foi a sua morte não podem ser objecto de comparação. Ninguém procura atenuar as tensões do dia-a-dia a pensar que o fim do outro pode estar próximo e que, portanto, há que poupá-lo (a menos que o fim já esteja diagnosticado). Felizmente, a vida exige o suficiente de nós para que, de costume, nem haja tempo de pensar no fim – o nosso e o dos outros. Chocante é quando 'ela' nos aparece, inusitada, à frente dos olhos, obrigando-nos a encará-la. Isso aconteceu ontem e devia obrigar-nos a pensar. Por exemplo: se o Fehér cá estivesse, o contencioso entre clubes sobre a sua carreira futebolística iria seguramente continuar. É natural – e qual era o problema? O que importa agora, perante toda esta ironia do destino, é decidir uma coisa: e agora?

Ao longo da noite de ontem, interessei-me igualmente pelas diferenças no trabalho dos vários órgãos de comunicação. A SportTV, há que dizê-lo, tratou o momento com uma grande dignidade. Minutos depois da queda do jogador, quando todos já víramos as imagens três ou quatro vezes, o pivôt Miguel Prates [cujas dificuldades só revelaram uma grande humanidade] anunciou que não valia a pena continuar a passá-las porque “não acresceriam nada ao estado de saúde do jogador” e não possuíam relevância noticiosa que justificasse a repetição insistente. A emissão avançou para outros assuntos e só bem mais tarde as imagens de Fehér voltaram à SportTV. Percebe-se a opção: tinha passado algum tempo sobre os acontecimentos e muitos telespectadores só então estariam a ligar a tv para procurar imagens e perceber o que sucedera. É claro que, nessa altura, os espectadores desprevenidos já não precisavam da SportTV para nada. As imagens da estação já tinham sido cedidas à RTP, que as passou em loop até à náusea, e a SIC também tinha gravações da queda do jogador no relvado registadas de um outro ângulo, que exibiu pelo mesmo esquema (mostra-volta ao princípio-mostra-volta ao princípio). Mais do que o desrespeito pelo jogador e pelas pessoas ligadas a ele, impressionou-me a maneira ávida como se explorou e se esgotou logo ali o drama e como, nestes contextos, se contribui para banalizar a morte. As mesmas imagens, que nos deixaram a todos de boca aberta nos primeiros minutos, já quase não produziam efeito ao fim da noite. A sequência já se conhecia de cor e o impacto diluira-se entretanto.

Mais curioso foi o trabalho da TVI, mas a esse jornalismo(?) habilidoso já nós estamos habituados. A estação foi a última a interromper a emissão corrente – deve ter sido um reboliço na redacção do canal – mas mandou à pressa um jovem para o hospital de Guimarães para, claro!, ser a primeira televisão a dar conta da morte do jogador, quando ainda não havia confirmação nem da parte da direcção do Benfica, nem da equipa médica do hospital. Muito haveria a dizer sobre estas jogadas de antecipação da TVI e sobre o registo habitual das notícias que passam no canal, mas a verdade é que há já um bom tempo que não consigo perder tempo a vê-los, quanto mais a analisá-los.

A mim, o que me tocou realmente foi a lição que daqui retirei sobre o tempo e a sua implacável ironia. Será que alguma coisa teria acontecido se a partida tivesse acabado uns minutos antes e o jogador tivesse tido tempo de serenar, após o esforço físico do jogo? Será que foram muitos, aqueles que pensaram que o jogador estava a “queimar tempo” para o final do jogo antes de se aperceberem de que o final, na realidade, era o de outra coisa? E será que foram muitos os que, como eu, olharam para o relógio no topo do ecrã, onde não seria suposto contarem-se mais do que três ou quatro minutos, mas onde se contaram, em cadência desapiedada, os 12, 13, 14, 15 minutos de um tempo suspenso, que já só evoluía para reduzir a esperança sobre Fehér?

Bom. Para o jogador do Benfica (que interessam os clubismos nesta altura?), acabou tudo de repente. A celebração de mais uma vitória nos balneários ficou por fazer, o desfecho das batalhas jurídicas ficou por conhecer, os papéis para o casamento ficaram por assinar, a concretização de uma brilhante carreira – quem sabe? – ficou por confirmar. A morte que chega de repente é sempre especialmente amarga. Houve quem não se tivesse importado muito com isso – aproveitando a deixa do Nuno num post anterior lembro aqueles anónimos que riram de telemóvel em punho por detrás dos repórteres, nos directos do hospital – e houve quem perdesse mais tempo com os clichés. Quando a confirmação da morte surgiu, a SIC Notícias, ridiculamente, apressou-se em exibir a elucidativa legenda “Miklos Fehér 1980-2004” (uma achega para o espectador desatento) para depois ter de corrigir a patetice feita à pressa para o correcto “Miklos Fehér 1979-2004”. Pois é, o apelo do imediato tem contratempos como estes.

Pela minha parte, depois de ter desligado a televisão e voltado costas ao circo mediático, já tive tempo de reflectir sobre muitas coisas. E a minha própria, querida vidinha ganhou para mim um pouco mais de valor.
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Mortalidade

Ontem estavamos 6 pessoas a olhar de lado para a TV, e deu-se o que se deu. O silêncio instalou-se e todos ficamos com frio. Não somos feitos para confrontar a nossa natureza mortal tão bruscamente e em directo. Sentimo-nos ténues e pequeninos, e como diria o ex-Nana "...deixa um tipo a pensar na 'vida'". Talvez fiquemos essencialmente envergonhados da nossa mesquinhez quotidiana...
Ontem já se questionava na rádio, porque é que a ambulância entrou em macha-atrás e atrasada, ou porque as máquinas não chegaram mais cedo ou etc.
O carrocel vai começar e vamos todos apressar-nos a provar que somos incompetentes, irresponáveis e que 'não se fez tudo o que se podia' ou que 'nem tudo correu como estava previsto'. É essencial descobrir 'o que falhou?'.
Isto porque, assumir que um gigante de 24 anos, sujeito a NNN exames médicos em 2 clubes de top europeu e uma selecção, assistido em menos de 30 segundos por 2 médicos, a 200m de um hospital, pode estar na mesma sujeito a morrer fulminado sem salvação possível, é uma realidade com que nínguem se quer ou tão pouco se pode confrontar...
A nossa mortalidade impede-nos de viver se estivermos conscientes dela.
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Momento inesquecível do fim de semana

Não me lembro se alguma vez aqui disse que a minha música preferida é a 'Clair de Lune' de Claude Debussy. Se não tinha dito, digo agora. Pronto, já disse.

Este episódio não interessa rigorosamente a ninguém mas não resisto a contar e, além disso, é verídico. Algures aqui

quem entra, ao fundo do lado direito, há um 'ascensor' que nesta noite de sábado subia e descia ('ascendia' e 'descendia') ao som dessa música.
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But life goes on

Inspirado pela celebre máxima "Podes enganar uma pessoa durante todo o tempo. Podes enganar todas as pessoas durante algum tempo. Mas não podes enganar todas as pessoas durante todo o tempo." ouvi este disco

e finalmente percebi porque é que nos balanços de final de ano a frase "em temos musicais o ano de 2003 foi muito pobre" surgiu quase sempre associada a "o meu disco do ano foi o 'Elephant' dos White Stripes".
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Morte no estádio

O gajo lá de cima deve ser um filho da mãe de um grande brincalhão. Aos 92 minutos um jogador do Vitória tenta efectuar rapidamente um lançamento de linha lateral. Com a bola atrás da nuca inclina os braços para trás, a bola vai sair mas ... entretanto ... o que é isto? Feher tira-lhe a bola das mãos. 'O gajo está parvo!' Segundos mais tarde Feher enfrenta o inevitável cartão amarelo com um sorriso irónico. Como quem está a dizer "Estes gajos quiseram queimar tempo e agora estão com pressa". Com pressa. Há insultos vindos da bancada. Cinco segundos depois, talvez menos ... a camâra lenta altera a percepção do tempo, Feher cai fulminado no relvado e entra para a história.

Independentemente do clube que representava - e Feher já foi um dos nossos - aquilo que aconteceu ontem em Guimarães é a pior coisa que pode acontecer na vida de um adepto de futebol. Mas mais do que isso, deixa um tipo a pensar na 'vida'.
Com a habitual incapacidade de reagir perante o aproveitamento sensacionalístico dos media e para além das palavras de conforto para familiares, amigos e colegas, apenas desejo que a direcção do meu clube e os nossos adeptos se saibam comportar com dignidade. Confio bem mais nos segundos, para dizer com franqueza.

ps: o que faz o comum adepto de futebol ir para a porta das urgências de um hospital e 'estacionar' em frente aos directos das camaras de televisão, de telemóvel em punho na maior das risotas, alheio ao dramatismo que o rodeia? Não entendo esta mania de 'aparecer na televisão' a qualquer preço. O Animal é atrasado mental. A-TRA-SA-DO MEN-TAL. Entendem? E não é suposto uma pessoa rir-se de um atrasado mental. Muito menos imitá-lo.
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msg
25 Janeiro 2004 0 comentários
dia de inverno


o lugar do morto

24 Janeiro 2004 0 comentários
apontamento musical b0003
Gosto muito deste álbum:

(Lambchop -"Is a Woman")
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TOP+...nostalgia
É sempre bom ver o TOP+ da RTP e recordar velhos clássicos...daqueles que eu já nem imaginava que ainda fazem (ou já fazem) colectâneas.
Ainda assim foi útil, deu para ver um videoclip de uma das músicas do novo dos Air.
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windows
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windows +/
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Tributo a James Brown


(Tens um talento inversamente proporcional à tua beleza, pá!)
23 Janeiro 2004 0 comentários
Apelo desesperado

Prometo solenemente que quem me souber dizer de quem é, como se chama e onde se pode encontrar o original que os Wu-Tang Clan samplam na música "I Can't Go To Sleep" pode contar com um amigo para o resto da vida. Há semanas que ando a matutar neste assunto.
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Marítimo 1 - Alverca 1

Terminou há pouco o meu momento masoquista do mês. Não sei o que será mais insuportável: se a charanga do Marítimo, se os comentários do Carlos Mozer. Só sei que ambos nunca se calam.
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Que foi? Acabou o dinheiro?



Há já alguns meses que circulam boatos do regresso dos Pixies. Na altura não disse nada. Digo agora.

Sou alérgico a este tipo de 'regressos'. Ouvindo os discos mais recentes de Frank Black e das Breaders e o silêncio criativo dos restantes membros (batam-me se estiver errado) que interesse pode ter o regresso dos Pixies, nesta altura do campeonato? Ya ! é fixe! A Kim Deal ganha mais dinheiro para torrar em heroína, o Frank Black pode deixar o KFC e voltar a comer em restaurantes decentes e os outros dois ... como é que se chamam os outros mesmo?

O circo dos horrores desceu à cidade. A atracção principal são os espelhos que distorcem: rejuvenescem a audiência e emagrecem o vocalista.

Entusiasmos deste tipo só costumam acontecer lá pelos quarenta, com mais um regresso dos Rolling Stones, um concerto dos Pink Floyd, a velhada toda aos saltos com o Carlos Santana e os Doors - na impossibilidade de ir buscar o antigo vocalista ao túmulo - a recorrer à clonagem fatela. Fosse o regresso dos Modern Talking e andava tudo a clamar 'oportunistas'. Mas como são os Pixies ...

A nossa geração envelheceu cedo de mais.

Apesar de tudo, catorze anos depois, continuo a achar que este disco

é coisa para ter mudado a minha vida.
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22 Janeiro 2004 0 comentários
Palpite

Pelo toque de bola, pelo físico, pela irreverência com que olha para os adversários, pela forma como esconde a bola e vai buscá-la mais à frente, cheira-me que este gajo

tem pinta para vir a ser a nossa próxima estrela.
E digo isto com a credibilidade que merece alguém que um dia afirmou convicto ser o Chaínho um grande craque!
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Boas notícias
Aqui!
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Backstage with PJ
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Breves notas pessoais sobre alguns discos ouvidos recentemente (reparem em mim armado em crítico)

Amp Fiddler 'Waltz of a Ghetto Fly'



Sosseguem os fãs da neo-soul de recorte clássico. Chegou o sucessor de Raphael Saadiq, Dwele ou D'Angelo. Amp Fiddler tem a escola toda - já tocou com Prince, George Clinton ou os P-Funk All-Stars, por exemplo - e é um tipo cool. Muito cool. E 'Unconditional Eyes' é já uma das músicas de 2004.

Electric Gypsyland



Um disco de remisturas de música cigana fazia tanta falta como uma viola num enterro. Gostei das remixes de Señor Coconut (menos esfuziante do que habitual), Juryman e Bigga (repugna-me escrever este nome) Bush (pronto, já está). Mas talvez nem sejam estas. Recordo-me de gostar de duas ou três músicas e das restantes serem qshhhpunk qshhhpunk qshhhpunk com uma música cigana por baixo. Mediano sem ser mau, garante animação descontraída mas não fica na memória. Ao contrário da capa, medonha, a fazer lembrar uma compilação de êxitos das novelas da Globo.

Buck 65 'Talkin' Honkey Blues'



Imaginem uma mistura de hip hop com country alternativo lo fi e dará provavelmente algo entre o hip hop lo fi ou o country hip hop. Se o colectivo Anticon - com excepção notável de Sole - pega numa misturadora, nos últimos 40 anos de música popular e elabora uma papa pouco consistente, Buck 65 (aka Richard Terfry) reduz os ingredientes ao mínimo indispensável. ''Talkin' Honkey Blues' é um excelente disco com apenas um ponto fraco: a voz rouca do Buck que não se chama Buck mais parece a de um velho combatente de boxe atacado pela doença de Parkinson. Ou um Tom Waits ligeiramente menos bêbado.


Philly Soul - Music From The City



Uma pequena desilusão, esta colectânea que se propõe reunir o estado da arte da neo-soul da cidade de Filadélfia. Jaguar Wright, Lizz Fields, Jill Scott e Bilal estão em grande estilo (como sempre). Mas também há por lá muita música francamente menos inspirada: Jazzfatnastees, The Philadelphia Experiment, King Britt, Vikter Duplaix. E eis que chega a vez da habitual ladaínha monocórdica de Ursula Rucker e eis que chega o pretexto para trocar de disco.
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freak show
21 Janeiro 2004 0 comentários
"Definem-se como ambíguos mas polivalentes, pois embora mantenham um estilo muito próprio procuram de certa forma abranger sempre as novas tendências ou então até mesmo cria-las..."(Rox Club)

Propositadamente mantivemos a versão original do post que publicamos umas horas atrás, intitulado 'Agenda - Parte II'.

Esse post era a transcrição exacta de um mail que o Rox Club enviou a todos os subscritores da sua mailing list. Nesse mail - enviado ontem, dia 20 de Janeiro - era feita referência a uma actuação dos 4 Hero a ocorrer no próximo sábado, curiosamente dia 17 de Janeiro. :D

Eu sei que sou picuínhas mas, relativamente ao conteúdo desse mail ...
Desconheço quem sejam Marck Maclair e Dego McFarlem. Quando muito conheço Mark Clair (aka Mark Mac) e Dego McFarlane que, por acaso, até fazem parte dos 4 Hero.
Os 4 Hero nunca editaram nenhum disco chamado 'Two Phases'. Mas, por acaso, editaram um chamado 'Two Pages'.
Os 4 Hero nunca tiveram nenhum projecto paralelo chamado Optical. E muito menos Starway. Mas mantiveram um chamado Jacob's Optical Stairway. Aliás, neste capítulo, é no mínimo estranho o silêncio relativamente aos TEK 9, provavelmente o projecto paralelo mais conhecido de um dos membros dos 4 Hero.

O resto do texto está aqui na sua versão original.

(Nota do pseudo-tradutor: 'amateurs' não é 'amadores'. 'se teinter de jazz et de sons expérimentaux' não é 'com sons experimentais provenientes do jazz'. Aliás, o que é que são 'sons experimentais provenientes do jazz'? :o )

Claro que nada disto é grave. Mas é lamentável que um club cosmopolita, eclético e atento às 'novas linguagens electrónicas' dê uma tamanha imagem de incompetência, ignorância e amadorismo. Afinal, o allmusic é fácil de usar e até é de borla.
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open up.
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4Hero ou não?!

Corre a noticia nos bastidores que não é nem Mark Clair nem Dego McFarlane que actuarão no próximo dia 24 no Rox. Mas apenas um DJ deles. Caso assim seja, é caso para dizer que é mais uma das palhaçadas que alguns dos promotores portugueses nos vão habituando e minando a confiança neste tipo de eventos. Não esquecer como já aqui foi referido num comentário, a banhada que aconteceu há uns anos atrás quando também foram anunciados os 4Hero para o Blue Spot, quando afinal não passava apenas um Dj do grupo.
Caso semelhante também já aconteceu uma vez com os Massive Attack no Pacha de Ofir (salvo o erro).

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ZERO 7 EM PORTUGAL EM ABRIL

"Nos dias 4 e 5 do mês de Abril, os Zero 7 regressam a Portugal para apresentar o último trabalho do grupo, "When It Falls". No entanto, as datas e os locais ainda não estão confirmados.

ZERO 7
Recorde-se que o álbum "When It Falls" tem o lançamento previsto para o dia 1 de Março. Uma semana antes, está marcada a edição do single "Home".

Esta será a terceira vez que os Zero 7 vêm a Portugal, tendo-nos visitado por ocasião do Festival Sudoeste em Agosto de 2001, e na Aula Magna e Teatro Sá da Bandeira no Porto, nos dias 2 e 3 de Dezembro 2001, respectivamente. " in voxpop

20 Janeiro 2004 0 comentários
Agenda (parte III)
Continuando no Rox e para quem ainda gosta de Drum'n'bass puro, aqui ficam mais estas 2 sugestões:

Sábado, 31 Janeiro
Club Progression Sessions with LTJ BUKEM, uk + MC CONRAD, uk + FUTURE ENGINEERS, uk
Hugo C, Spam, Zoing
Bar Serginho, Nuno di Rosso, Dee:na
Sábado, 7 Fevereiro
GOLDIE, uk
Skylarker aka Bob Figurante, Hipdrumbeat
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Agenda (parte II)
"sábado, 17 de Janeiro
4 HERO, uk
Serginho, B.kas, Dee:na

Os 4 HERO começaram a dar os primeiros passos no fim dos anos 80. Marck Maclair e Dego McFarlem, dois amadores amantes do hip-hop, jazz e das novas correntes electrónicas juntam o seu talento e criam uma label a Reinforced Records. Descoberto o movimento underground da musica electrónica partem à exploração das novas sonoridades do Drum'n'bass com sons experimentais provenientes do jazz. Nesta altura artistas como Goldie e Peshay assinam pela sua label. Após um longo período de produções individuais sob pseudónimos como (Optical, Tom & Jerry, Starway) lançam em 97 um novo album "Two Phases" que ainda hoje é uma referencia de qualidade...

Definem-se como ambíguos mas polivalentes, pois embora mantenham um estilo muito próprio procuram de certa forma abranger sempre as novas tendências ou então até mesmo cria-las...

Para ajudar à festa o residente Serginho com warm-up de B.kas e Dee:na

Das 23h59 ás 08h00" in info.roxclub@sapo.pt-ROX CLUB Cais de Gaia


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Agenda

No próximo fim de semana, dias 23 e 24 de Janeiro, por uma vez a cidade do Porto vai ter a agenda preenchida.

Kevin Blechdom


No Auditório de Serralves, sexta-feira às 22 Horas. Desconheço se o espectáculo de Kevin será composto pela apresentação ao vivo do seu reportório electro-punk ou se será uma performance mais hummm... 'experimental'. Como disse há umas semanas, o último disco 'Bitches Without Britches' esteve longe de me deixar deslumbrado mas pelos cinco euros habitualmente praticados em Serralves vale bem a pena a presença.

No sábado, no Indústria, os Bugz In The Attic, actuarão como dj's. Colectivo de oito produtores, músicos e dj's, os Bugz In The Attic são os principais activistas da cena broken beat originária da zona Oeste de Londres e entre os seus membros destacam-se Orin Walters ( que também edita como Afronaught), Kaidi Tatham (aka Agent k) e Seiji (autor de um magnífico disco de remixes editado em 2002). Os dois primeiros fazem igualmente parte dos Neon Phusion.



Discografia recomendada:
Neon Phusion - The Future Ain't the Same as It Used 2 B (1999)
Afronaught - Shapin' Fluid (2001)
Agent K - Feed The Cat (2002)
Seiji - Remixes (2002)
Bugz In The Attic - Fabriclive Series Fabric 12 (2003)

Seria o programa perfeito se entretanto, neste mesmo fim de semana, não estivesse algures aqui. :)

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Post de devoção adolescente ao 'meu MC preferido'


Slug (aka Sean Daley) dos Atmosphere

O flow em crescendo e o modo como interliga as palavras em rimas complexas, carregadas de refrões catchy (from the top of fiji / to the bottom of Christina Ricci) são imbativeis. A ironia, o entusiasmo, a honestidade, a raiva, a criatividade, a arrogância do novo super-herói do hip hop underground. E, acima de tudo, o ódio semi-ficcionado e incondicional à sua ex-medusa Lucy Ford. :)
Slug conta-nos histórias do quotidiano, retratos das vidas comuns. Com a confiança invencível que só a verdade confere.

Discografia seleccionada:
Overcast! (1997)
The Lucy Ford EP (2000)
God Loves Ugly (2002)
Seven's Travels (2003)
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Um pequeno passo para o descrédito absoluto, um grande passo para a nossa popularidade

Suponho que um dos passatempos preferidos de quem alimenta um blog seja verificar regularmente a lista de referrals - invenção muito útil que permite perceber os hábitos de pesquisa dos leitores que aparecem aqui por acidente. Assim sabemos, qual Big Brother, que já passaram por cá à procura de 'Sinais de trânsito australianos' (Cangurus? Pernetas, quiçá?), 'bitok + blog' (ainda me hás-de explicar esta), 'To Rococo Rot + Chiado' (imensos mas não estivemos lá, como já perceberam) e 'depilações totais'. Desta vez, inexplicavelmente alguém pensou que nós tinhamos cá disto. Como não queremos desiludir ninguém, muito menos os nossos leitores, prometemos tratar desse assunto prioritário com a maior brevidade possível.
19 Janeiro 2004 0 comentários
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falta grave

na minha listinha de 2003 esqueci-me de incluir o álbum "fractures" dos break reform. ainda por cima foi um dos que mais ouvi.
correção feita.
18 Janeiro 2004 0 comentários
To Rococo Rot

Já aqui se tinha anunciado a vinda deles a Portugal. Ontem à noite, este trio germânico actuou na casa portuense: Indústria.
Apesar de ter gostado, ficou aquém daquilo que eu esperava e queria ver.
Para mim este tipo de música (electrónica com tendências minimalistas) tem regras de como ser bem ouvida:
- No conforto do lar, sentado ou deitado, deixando que a música que se propague corpo acima (frase linda!).
- No local de trabalho, só quando estamos sozinhos.
- Ou então, numa actuação ao vivo. Mas para que esta seja eficaz deve ser acompanhada de uma boa sessão de VJing, é fundamental dar forma ao som que ouvimos. Não foi isto que aconteceu ontem, por imposição dos artistas apenas uma luz branca esteve ligada e apontada para a sua actuação.
Para finalizar, será que estou a ficar velho, ou 1 espectáculo destes também deve ser visto sentado e não de pé rodeado de pessoas a conversar alegremente (aliás esta é uma tendência cada vez mais comum nas actuações a que tenho assistido ultimamente).
16 Janeiro 2004 0 comentários
Black Dice



Proponho 'Big Drop' para o título honoris causa de melhor música de sempre na cadeira de rock sónico. Ou, como se diz em estrangeiro, it's fucking great!!! (nós aqui não dizemos palavrões em português)
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Mars Volta

O rock morreu, pá. Tenho a certeza absoluta. Mas estes gajos têm estilo.



E este disco, apesar da capa ser horrenda, não é nada mau.



Referências associadas: Pink Floyd, Jane's Addicition, Sly And The Family Stone, Led Zeppelin, Fela Kuti, The Birthday Party.

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Episódios normais de um jogo de futebol nos quais qualquer adepto do Sporting assobia indignado

1. pontapé de saída (o árbitro já está a gamar. Esta bola era nossa.)
2. falta da equipa adversária ( o jogador devia levar amarelo)
3. amarelo para um jogador da equipa adversária (devia ser vermelho)
4. vermelho para um jogador da equipa adversária (seis meses de suspensão)
5. fora-de-jogo ao Sporting (não estava nada)
6. falta contra o Sporting (não foi falta)
7. amarelo a jogador do Sporting (nem lhe tocou)
8. vermelho a jogador do Sporting (fdp do árbitro)
9. Penalty a favor do Sporting (devia expulsar o jogador adversário que fez a falta e o guarda-redes por se estar a rir)
10. Penalty contra o Sporting (é o sistema)
11. Penalty contra o Sporting e expulsão do jogador do Sporting (é o sistema e o Pinto da Costa)
12. Lançamento a favor do Sporting (era canto)
13. Canto a favor do Sporting (era falta)
14. Falta a favor do Sporting (era penalty)
15. Lançamento a favor da equipa adversária (a bola não saiu)
16. Canto a favor da equipa adversária (era lançamento nosso)
17. Ao intervalo a instalação sonora revela que estão 32.624 espectadores no Alvalade XXI (pois, está-se mesmo a ver que estamos mais de 40.000)
18. A equipa adversária resolve fazer uma substituição (o gajo que sai devia levar amarelo por demorar, o que entra também por ter entrado antes do tempo)
19. Fernando Santos resolve substituir Pedro Barbosa (devia sair o João Pinto)
20. Fernando Santos resolve substituir João Pinto (o Barbosa não tá a jogar nada, pá!)
21. Fernando Santos substitui Quiroga por Beto (Devia entrar o Toñito)
22. O Ricardo sofre um frango (O Ricardo estava bem era no Boavista)
23. O Silva marca um golo (O Silva estava bem era no Boav ... Espera! Foi gooolo!!! Gooooooooolllllooooooo .... SOMOS OS MAIORES, PÁ!)

Dados estatísticos: no último Sporting-Vitória de Guimarães foram contadas sessenta e quatro assobiadelas do público. Os adeptos do Sporting assobiam, em média, cinquenta e quatro vezes por jogo. No jogo Sporting-Sporting de Braga de 12 de Outubro de 1995 os adeptos do Sporting assobiaram sessenta e dois minutos e 15 segundos. Sem qualquer paragem. Em média, os adeptos do Sporting assobiam trinta e seis por cento do tempo total de um jogo de futebol. Estes dados são reais e, mais minuto menos minuto, exactos.
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Ah Ah Ah!

Penso que há algumas vantagens em acumular uma pilha de jornais atrasados e só ler notícias como esta duas semanas após terem sido publicadas.
(isto é mentira, claro. Já sabia disto há que tempos mas só agora me apeteceu trazer este assunto para o blog)

Finalmente tenho na minha posse dados que me permitem demonstrar objectivamente uma teoria que andava a proclamar há meses.

Os programas de televisão mais vistos no ano passado foram: (vamos lá devagarinho, a ver se não me engano)

1º- FC Porto - Celtic
2º- Portugal - Brasil
3º- FC Porto - Real Madrid

Reparem que eu disse 'programas de televisão' e não 'jogos de futebol' como pode parecer à primeira vista.
Nos primeiros seis lugares estão ainda as transmissões dos jogos FC Porto - Benfica e FC Porto - Sporting.

O sétimo lugar coube à inauguração do Estádio do Dragão.

(O quinto foi para a inauguração do Estádio da Luz mas isso não vem ao caso)

Podemos retirar daqui várias conclusões:
1- O FCP tem audiências, vende publicidade, origina receitas; estes dados contrariam a ideia pré-concebida que nos diz que em Portugal qualquer jogo de matrecos que inclua meio jogador benfiquista - e estou-me a referir ao Simão - tem mais 'importância' do que uma final europeia.
2- Os seis milhões de benfiquistas e os quatro milhões de sportinguistas são uma cambada de masoquistas.
3- A generalidade dos portugueses dedica maior interesse em assistir a uma derrota do FCP do que em conhecer todos os pormenores sórdidos sobre as mamas do Paulo Pedroso (referência discreta ao caso Casa-Pia)
4- A generalidade dos portugueses afinal até vê bons programas de televisão.
5 - Destas cinco conclusões apenas a primeira é importante.

Na minha próxima intervenção sobre futebol proponho-me demonstrar por A mais B que a imprensa nacional favorece os clubes de Lisboa - nomeadamente a equipa do Sporting - passando subliminarmente a mensagem que a equipa é prejudicada em todos os jogos em pelo menos três penaltis, sete foras-de-jogo e vinte e três lançamentos da linha lateral mal assinalados. Esta defesa intransigente da equipa do Sporting - podemos mesmo falar em 'levar ao colo' - tem efeitos nefastos sobre a consciência crítica dos sócios de tão vetusta colectividade e traz consequências a nível da sanidade mental destes individuos, como tentarei demonstrar na minha próxima posta.
Então, até já!
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5 minutos de jazz
todos os dias na antena 1 antes das oito o nosso amigo jazzé duarte faz questão de nos dar música. durante este mês de janeiro e penso que fevereiro esta rubrica apresenta músicos portugueses... sim porque também há jazz em português feito por portugueses.
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fotografia b0001 (uma nova rubrica no papel)
Maia - Rotunda do Lavrador - 2004-01-16
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... e uma desilusão


(Na foto, a capa de 'Empty The Bones Of You' de Chris Clark)

Extremamente aborrecido. Falta-me paciência para o repisar dos lugares comuns típicos da electrónica dos anos 90. A tortura do sono invertida. Neste caso, nem com a ajuda de um café duplo consigo acordar.
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... uma confirmação ...



Os Air fazem a melhor pop da actualidade. A milhas de distância da restante concorrência. (adoro estas certezas absolutas..dá um ar de opinião respeitável...eheh)
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Uma surpresa...



Nunca liguei muito aos Belle & Sebastian. Para dizer a verdade, nunca liguei nada. Até simpatizava com aquela coisa da twee pop: lamechas, eternamente pré-adolescente, fiel da série 'Verão Azul', ávido leitor das aventuras dos Cinco. Simplesmente achava as músicas frágeis - não no sentido de 'delicadas' mas sim 'facilmente esqueciveis'. E a voz fraquita, irritante. 'Dear Catastrophe Waitress' é a excepção que confirma a regra. Música pop perfeita, cantarolável, solarenga, optimista. E, de repente, fiquei com uma vontade estúpida de voltar a pegar na bicicleta.

15 Janeiro 2004 0 comentários
LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES, LIKES!!!!

Totalmente viciado nesta peróla.
Ainda faltam 11 meses para terminar o ano, mas será que é arriscar muito se disser que este CD vai estar no meu top 5 de 2004?!...NÃO!!!!!
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Minha pequenina, Mebocaíiiina!
Alguém já ouviu o anúncio mais piroso, mais falta de qualidade que anda aí?
Passa na TSF. 10 x pior que os anúncios da TV Cabo.
É mais um daqueles cantados. Dá-me a sensação que as agências de publicidade quando estão com falta de imaginação desencantam sempre mais um do baú, fica sempre bem(?) e deve dar resultado, há quantidade deles.
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Embrulha, FNAC!

Só para que se faça justiça a quem verdadeiramente merece os nossos elogios (há 25 anos!!). Um link precioso.

Mas há mais!!!!!!!............. (hihihihihihi)
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Nós cá não gostamos de hip-hop, nãããã...

A minha palavrinha de agradecimento para essa cadeia de produtos culturais (que eu costumava venerar nos tempos em que ainda não existia em Portugal), a democrática FNAC, por ter em tão boa conta os seus clientes da área do Porto. Há dias procurei nas três FNACs nortenhas o novo álbum a solo do Mind da Gap Ace e, já em desespero de causa por não encontrar nem um disquinho, procurei informações junto de um funcionário da FNAC Gaiashopping. Estaria esgotado? Não... a verdade é que o disco do Ace, que até é um rapaz do Porto e tudo, só pode ser encontrado nas FNACs do Chiado e de Almada. É que nós aqui não gostamos dessas coisas. No Porto ninguém ouve hip-hop, ninguém faz hip-hop, ninguém compra hip-hop..... Em contrapartida, os lisboetas que quiserem discos de 'goa trance' ou de 'rock fm' serão seguramente encaminhados para as FNACs do Porto. Que é para nós não dizermos que tudo o que é bom é para os outros.
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Jay-oub-â



Eu devo ter um ar mesmo muito desesperado. Já é a segunda vez nas últimas duas semanas que sou abordado na rua por pessoas que não conheço de lado nenhum e que aparentemente me querem converter ao reino de deus utilizando estratagemas de eficácia duvidosa como abanarem umas revistinhas em frente ao meu nariz. Hoje foi a vez de um simpático homenzinho de casaco apalhaçado e gravata verde-alface a terminar dois palmos acima do umbigo me interpelar utilizando como pretexto o facto inquestionável de ser 'o mensageiro da palavra sagrada da bíblia'. Admiro a fé inabalável destas pessoas que são capazes de percorrer quilómetros para receber centenas de negas por cada ovelha convertida ao seu rebalho enquanto sacrificam os seus pequenos desejos, vícios e ambições em troca da promessa do eldorado da vida eterna. Admiro e penso que merecem a recompensa de perder dez minutos do meu tempo a ouvir o que têm para me dizer. E, claro, é sempre um prazer ver a cara deles quando me perguntam, manhosos 'Então o jovem acha que este mundo perfeito apareceu assim, vindo do nada? É tudo obra do criador, jovem!' eu respondo, triunfal, com outra pergunta 'Sim, velho ... mas quem criou deus? Apareceu assim, vindo do nada?'.
No fundo penso ser essa a minha missão na terra; converter um deles à causa agnóstica.
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Outkast



Nova versão do conhecido tema "Hey Ya!" dos Outkast. :)
14 Janeiro 2004 0 comentários
Até que enfim



O Tribunal Constitucional Italiano decidiu que os cinco principais detentores de cargos políticos - e neles se incluí Silvio Berlusconni, actual primeiro ministro - não podem estar sujeitos a imunidade judicial. Assim, o processo que estava parado no tribunal de Milão contra o primeiro ministro fascista poderá recomeçar e levar Berlusconi a sentar-se no banco dos réus.

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Mogwai - Concerto no Hard-Club, dia 6 de Fevereiro



Vinte euros por um concerto é um pouco demais. Pá, verdade seja dita, parece que estes gajos só conhecem uma canção.
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Simplesmente Bardot


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A banda sonora para um dia de trabalho acumulado

Uma pausa na operação de recuperação da época d'oiro dos Festivais da Canção para ouvir


The Remote Viewer 'Here I Go Again On My Own'


Populous 'Quipo'


Ulrich Schnauss 'A Strangely Isolated Place '


Yasume 'Where We're From The Birds Sing A Pretty Song'


Gosto desta electrónica doce, terna. Reconfortante.
13 Janeiro 2004 0 comentários
e agora algo completamente diferente
retrato de presidiárias por esse mundo fora
exposição recomendável
"Tanta dor" fotografias de Jane Evelyn Atwood
a questão das prisões é sempre estranha.
até que ponto a privação de liberdade compensa um mal causado a alguém?
deverão ser degradantes, humilhantes, desagradáveis e / ou aborrecidas as condições em que essas pessoas têm que viver? (riscar o que estiver errado)
este exposição mostra-nos a fotografia no seu formato primordial que é o retrato. não necessariamente de pessoas mas também de sitios e situações e é impossivel não nos sentirmos um pouco voyeurs ao ver uma presa grávida a contorcer-se numa marquesa ou um casal de presidiários no parlatório.
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O que é feito de si? - Primeiro episódio


(eheh... esqueci-me da dentadura postiça e nem dei conta)
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O que é feito de si? (deixa-me intrometer na tua rica e saudosista rubrica)
este faz-me lembrar alguém que também por aqui posta ;)
será que o armando gama também joga pro evolution soccer III ?!

(ps: o nosso único leitor que me perdoe esta piada privada)
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O que é feito de si? - Episódio piloto


(É ele, é!)
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O que é feito de si? - A ante-estreia de uma nova rubrica no seu papeldeparede


(belo laçarote, pá!)
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Duas excelentes razões para detestar o Rui Veloso

1. É parecido com o Marcelo Rebelo de Sousa;
2. Anda há 10 anos a tocar sempre as mesmas músicas e está podre de rico por causa disso. (ainda se fosse para estourar tudo em álcool);
3. É o pai do rock português;
4. Utiliza a guitarra para fazer solos;
5. Já partilhou o palco com um tipo que faz parte de uma banda chamada 'Ala dos Namorados'; (para dizer com franqueza esta razão já é suficiente para detestar o gajo)
6. Faz caretas - autênticos esgares de prazer - enquanto sola na sua guitarra;
7. Já foi rebelde mas cresceu, ganhou dinheiro - à custa de tocar sempre as mesmas músicas, esta parte é importante - e tem agora aquele ar aburguesado mete-nojo típico de quem a vida corre bem;
8. O gajo usou bigode, ok!!!
9. E, acima de tudo, isto


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Xutos & Pontapés



A maior banda de rock nacional faz hoje 25 anos. A festa de aniversário vai decorrer no Hard Club, em Gaia, no dia 16 Janeiro. Os Xutos não vão tocar, mas vão estar presentes para conviver com os fãs.
12 Janeiro 2004 0 comentários
Eles vêm aí

[Espaço publicitário]


(Da esquerda para a direita, To Rococo Rot )

Um dos grupos/projectos/bandas preferidos do colectivo papeldeparede vai actuar na bôite Indústria no próximo sábado a partir das 00:30 para um inesquecível momento de música electro-acústica. (Juro jamais escrever uma frase tão parola como a anterior)

O papeldeparedemuitopiroso vai estar lá.

Para o nosso único leitor que não nos conhece, nós somos aqueles que equipam à União de Leiria. (piada futeboleira da praxe que daqui a uns dias ninguém vai entender)

O grupo alemão vai estar em Lisboa no dia anterior para uma (sic) 'intervenção no túnel central da
Estação de metro Baixa-Chiado' para intelectuais de óculos de massa e ar absorto. Já há quem reclame os White Stripes no Chapitô mas a esses insanes eu digo 'Tenham juízo'.
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Discos a partir de 1 euro

A Valentim de Carvalho (ou 'Valentim Loureiro' para os amigos) do Gaiashopping está em saldos. Mas em
saldos, mesmo! Vale a pena uma visita desde que se levem poucas expectativas. Já se sabe que o stock está muito vasculhado mas lá pelo meio ainda se encontram algumas semi-preciosidades por preços a partir do 1 euro. Acabei por trazer este disco



e mais este



e mais a banda sonora compilada pelo David Holmes para o 'Out Of Sight' e outro disco do vibrafonista Arthur Lyman. Os quatro discos por sete euros. E ainda por lá ficaram o 'National Coma' dos Drop Nineteens, mais uma ou outra compilação interessante de 'novas-tendências' com 5 anos em cima e vários cds da primeira edição desse êxito de audiências chamado Operação Triunfo; bizarro programa de entretenimento em que vários concorrentes testam as suas habilidades vocais, choram muito quando um dos rivais é eliminado e onde os concorrentes masculinos se assemelham, todos sem excepção, a clones suburbanos do João Pedro Pais.

Uma última nota de pesar para dizer que, desde que abriu a FNAC na esquina em frente, os empregados da VC exibem aquele desespero típico de merceeiro a quem acabou de abrir um hipermercado no outro lado da
estrada. Mas isso - a ascensão e queda da VC - já dava outro post.
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pearl jeam
para espanto meu este fds estiveram em grande nas tvs nacionais.
primeiro foi na rtp1, no sábado à noite, um concerto deles. confesso que foi bom recordar algumas músicas. o eddie é 1 senhor a cantar. de há tanto tempo de não o ver, já nem o reconhecia: barbinha feita, cabelo cortado, foi de mim ou está também mais gordo?!
depois ontem à noite, também na sic radical estava a dar pearl jeam ao vivo, não sei se era 1 concerto completo, mas pelo menos uma músiquita passou.
será o retorno de 1 ciclo?! ;)

dedicatória
este post foi dedicado a uma pessoal muito especial (q tb é poster do papeldeparede) que ainda não percebeu que existe vida depois dos pearl jeam! ;) :O

which pearl jam song are you?

11 Janeiro 2004 0 comentários
sporting
ouvi há pouco uma frase curiosa no programa "desporto 2” da "nova" dois:
"pedro barbosa à semelhança do que já aconteceu da última vez aumenta de rendimento no final de contrato."
é de facto curioso...
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worldwide all winners 2003
já por várias vezes se falou aqui num certo programa de partilha de ficheiros que dá pelo nome de soulseek (ops...não era pra dizer, ai se a RIIA sabe!). graças a ele estou a ouvir uma gravação do programa do famoso e aclamado gilles peterson, é uma tracklist de 24/04/03 que dá pelo nome de worldwide winners 2003 part 1. está excelente! daqui seriam seleccionadas algumas músicas que surgiram mais tarde no worldwide all winners 2003.
10 Janeiro 2004 0 comentários
mystic river


ontem fui ver e gostei, bastante aliás. pena seja, como diz a minha querida esposa, que ultimamente os filmes que nos tem marcado mais são sempre à volta da violência e perturbações mentais.
no entanto, a parte final do filme não me convenceu particularmente em alguns pontos, achei-os pouco consistentes. não vou estar aqui a enumerar o que não gostei concretamente porque não quero apanhar o nosso único leitor ;) desprevenido, caso este ainda não tenha visto o filme de clint eastwood. eu pelo menos detesto, mas detesto mesmo, que me contem o mais ínfimo detalhe, o mais insignificante pormenor de uma passagem de 1 qualquer filme que eu ainda não tenha visto e que tencione ver.

estreia...
foi para mim a ida aos cinemas castello lopes no recente inaugurado shopping cidade nascente. fomos lá porque tínhamos aquela promoção do jornal expresso, 2 bilhetes pelo preço de 1, e confesso que foi uma experiência agradável, tirando alguns pequenos pormenores, tipo os néons encadeantes à porta de cada uma das salas de cinema e a notória falta de experiência de alguns dos funcionários.
foi agradável porque me foi devolvido algo que já não tinha em simultâneo há muito tempo numa sala de cima: conforto e silêncio.
conforto, porque existe espaço suficiente entre as filas para se puder estar, sem ter os joelhos colados no banco da frente (shopping cidade do porto)
conforto ainda, porque são salas bastante melhores que as velhinhas, passos manuel e nun'alvares.
silêncio, porque estavam meia dúzia de gatos pingados na sala e pelo que consta e por enquanto, é habitual estar bastante menos gente do que em salas como o AMC, Nortshopping e GaiaShopping.
vamos ver quanto tempo dura.
ah...já me esquecia! é sempre bonito voltar ao tempo dos filmes com intervalo, para se puder ir ao WC dar uma mijazinha.
até prova em contrário sou cliente.
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música de 2003
Aproveito a sugestão do meu caro amigo naná (agora com nome de Homem, Nuno) e apresento a lista, ordenada alafabeticamente, dos CD's que mais vezes ouvi este ano, aqueles que mais interesse me despertaram.
Nunca fui muito apologista dos tops musicais, porque se sou capaz de definir 1 outro albúm que me marcou mais, fazer uma lista de 20 ou 30 torna-se muito mais complicado e subjectivo.


2 banks of 4 - three street worlds
alpha - stargazing
aphex twin - 26 mixes for cash (apenas o 1º cd)
baby mammoth - final
break reform - fractures
boozoo bajou - juke joint
dadamnphreaknoizphunk - lost and found
dimitri from paris - cruising attitude
dub tractor - more or less mono
fade out vision - mother earth
four tet - rounds
goldfrapp-black cherry
groove armada - love box
jaga jazzist - the stix
kraftwerk - tour de france
kyoto jazz massive - fueled for the future
madlib-shades of blue
matt elliot - the mess we made
massive attack - 100th window
micatone - is you is
moloko - statues
nicola conte & rosalia de souza-garota moderna
purple penguin - de tuned
ralph myerz & the jack herren band - a special album
rima - this world
senor coconut- fiesta songs
the cinematic orchestra - man with a movie camera
the dining rooms - tre
the quantic soul orchestra - stampede
tindersticks - waiting for the moon
tosca - Dehli9
trüby trio - elevator music
villalobos - alcachofa

A nível nacional o que me marcou mais foi:
balla - le jeu
loopless -nylon
mind da gap - suspeitos do costume
precyz - precyz


Ainda de 2003, mas que apenas ouvi já mesmo no fim de 2003,inicio de 2004:
air & baricco - city reading
robert wyatt-cuckooland
usrsula rucker - silver or lead
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Sole vs Kevin Blechdom

Coincidência engraçada. Saquem respectivamente os temas 'Sebago' e 'Bucktoof Rebound' e comparem o resultado final.

Por falar em Miss Blechdom. Ouvi recentemente este disco



e tem os seus bons momentos (ai tem, sim senhor!) mas é um daqueles álbuns que insistem em agarrar o ouvinte pelos colarinhos enquanto grita aos ouvidos. Até aí tudo bem, gosto pouco que me gritem mas até suporto. O problema é que logo depois aplica dois socos direitos ao estômago do ouvinte e, quando este já só espera pelo fim da tortura, pontapeia as partes baixas cobardemente deixando o pobre coitado estendido no chão. Para piorar as coisas ainda inclui uma versão ranhosa do êxito 'Private Dancer' da ... ptufff... Tina Turner que faz lembrar karaokes decadentes e que nem como piada funciona. 'I'm Nastay' é um excelente tema com o seu banjo desafinado, batida animadita, letra atrevidota e um final apoteótico - também há quem lhe chame caótico - mas nem isso salva um disco que a prudência aconselha a não voltar a ouvir tão cedo.
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Ora aqui vai a minha lista de 2003, dos melhores albuns.

1. Spring Heel Jack- The Blue Series - Live
2. Sole - Selling live Water
3. Cinematic Orchestra - Man With the movie Camera
4. Matthew Herbert Big Band - Goodbye Swingtime
5. Outkast - Speakerboxxx
6. The Vandermark 5 - Airports for Light
7. Madlib - Shades of Blue
8. Matthew Shipp - Matthew Shipp vs Anti Pop Consortium
9. Beans - Tomorrow Right Now
10. Joaquim - Fantomes
11. I Wolf - Soulstrata
12. Aesop Rock - Bazooka tooth
13. Jaga Jazzist - The Stix
14. Two Banks of Four - Three Street Worlds
15. Meanest Man Contest - Merit
16. Jimi Tenor - Higher Planes
17. Soft Pink Truth - Do You Party
18. Prefuse 73 - One word extinguisher
19. Matthew Shipp - Equilibrium
20. Matmos - Civil War
21. Kraftwerk - Tour de France Soundtracks
22. Four Tet - Rounds
23. DJ Krush - The Message at the Depth
24. Autechre - Draft 7.30
25. King Geedorah - Take me to your leader
26. The Majesticons - Beauty Party
27. Spacek - Vintage Hi-Tech
28. Senor Coconut - Fiesta Songs
29. N.M.S. - Woe to the land whose king is a child
30. Luomo - The Present Lover
09 Janeiro 2004 0 comentários
Jay-Z . The Black Album



Big props para os textos de Miguel Francisco Cadete na edição do Y de hoje. Jay-Z pode ser fanfarrão - e é! -, amigo de Eminem ou ex-drug dealer mas a quem faz discos como 'The Blueprint', músicas como '99 Problems' ou videos como o de 'Change Clothes' perdoa-se tudo. Ou quase tudo. Só não se perdoa que abandone assim a carreira no auge da sua criatividade. Jay-Z - como os Outkast ou Missy Elliott ou 50 Cent - prova mais uma vez que no hip-hop os melhores exemplos não provêm apenas do underground.

Deixo aqui a critica ao novo disco mas no jornal ou na edição on-line podem ainda ler textos igualmente recomendáveis sobre a carreira de Jay-Z e o poder apocalíptico dos 'álbuns negros'.


Passo a citar

""Maybe you love me when I fade to black" ouve-se no início, concretizando-se, assim, a ameaça de uma reforma que todos julgam antecipada. Não é o mercado que lhe impõe a retirada, é o próprio Jay-Z que a anuncia ao seu melhor estilo. Ainda assim, e apesar da euforia criada em torno de "The Black Album", este não será um canto do cisne em todo o seu esplendor. Mas está lá perto, quando Jay-Z, ao rodear-se de uma turma de nomeada (Rick Rubin, Eminem, Timbaland ou Neptunes), consegue fazer com que o hip-hop saia do seu gueto e se vista daquela majestosidade que lhe fica tão bem, ao ser capaz de transformar cada um dos seus discos em tentativas de aproximação à perfeição. Uma perfeição limitada, mas ainda assim uma mão cheia de faixas de antologia. Mais um par de surpresas e está feita a festa. Quando Jay-Z desaprecer de cena, algum outro MC ocupará o seu lugar. Até lá, é bom poder usufruir de temas como "99 Problems", "December 4th", "Justify My Thug" ou "Encore".

Não, este Jay-Z não é - nunca foi - o Jay-Z que se apresenta na primeira linha da inovação. A sua pouco escondida preocupação com a imortalidade faz com que cada um dos seus discos sejam documentos que querem explicitamente ficar na História. São rastos de memória que se socorrem da História como prova última do seu talento. Mesmo os temas produzidos por produtores da moda, como Neptunes ou Timbaland, apontam nesse sentido: aqui não há muito para inventar e a solução é aproveitar para apresentar as mais respeitosas saudações.

"99 Problems", a faixa produzida por Rick Rubin, é, a esse respeito, significativa. De volta à velha guarda, Rubin entra em competição com uma batida monstruosa e uma guitarrada que lembram descaradamente o tempo em que produzia Run DMC e Beastie Boys. Jay-Z não se faz rogado e responde à letra: "you're crazy for this one, Rick / It's your boy!" Ou, percorrendo uma viagem no tempo ainda mais demorada, "December 4th", onde a produção de Just Blaze transporta o ouvinte para os anos do disco, agora reinventados com um rigor e perfeição que nunca tiveram. Ouvem-se violinos triunfantes e a rua transforma-se numa pista de dança como as dos 70's. Em intermitência com a gabarolice de Jay-Z ouve-se a voz da mãe a fazer-lhe o retrato: "comprei-lhe uma boombox (tijolo, em português) para estar sempre perto de mim e não se meter em trabalhos".

O próprio Jay-Z, por uma vez, cede à lucidez. "Moment of Clarity" é mais uma daquela típicas faixas de Eminem, com vagas opressivas a quererem provocar um êxtase por compasso. Nada de novo na produção, e a criatividade que anda por aqui leva a pensar que Marshall Mathers possa ser uma réplica do electroclash aplicada ao hip-hop. O que é novo é a confissão de Jay-Z que, num assomo de modéstia, reconhece Talib Kweli como o letrista que ele nunca foi. Mais espanto só na rendição de "Justify My Love", agora intitulada "Justify My Thug" e produzida por DJ Quik, capaz de se transformar no "Rock Around the Clock" do rap e, num mesmo movimento, num monumento minimalista serpenteando em torno de uma linha de baixo.

Quando Jay-Z pede palmas, em "Encore", debaixo de uma secção de metais radicalmente latina, percebe-se que "The Black Album", para lá da auto-indulgência, pode também ser uma festa. No fim de contas, sendo um documentário sobre a vaidade de Jay-Z, também oferece espaço à celebração de uma música que tem a humildade de pegar nas outras para se inventar.

O hip-hop é isto também: um enorme poço de contradições capaz de iluminar o beco mais sujo da vida."
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Náná is dead

A partir deste momento tenho um novo nickname.
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Obras-primas ao preço da chuva

Por acidente - e por meia dúzia de patacos - este disco veio-me parar aos ouvidos



Iggy Pop berra, uiva, guincha e por vezes também canta como se não houvesse amanhã ao mesmo tempo que faz Mick Jagger parecer um escuteiro mirim; sob efeitos de ácido, é certo, mas ainda assim ligeiramente apatetado. Visceral, selvagem, à flor da pele, intenso, este post que se pretendia de louvor aos Stooges mais parece um novo anúncio do Axe. E claro, um disco com músicas brilhantes como '1969', 'No Fun', 'I Wanna Be Your Dog' e 'Not Right' só poderia ser muito bom. A produção - e o piano .... e o violino - do Velvetiano John Cale nota-se por mais do que uma vez mas sobressai no épico de contornos vagamente religiosos de 'We Will Fall' - música ao estilo Velvet Underground old-school com mais de 10 minutos em que um tipo tem tempo para dar uma mija, fritar um bife e sair para comprar 'A Bola' sem se verificar grande evolução na melodia. Aprovado com distinção, brilhantismo e uma esfuziante aclamação em pé.

Já 'Back in the U.S.A' dos MC5 fica para uma próxima oportunidade após a primeira impressão não ter fascinado. À falta do termo apropriado em português e de um dicionário à mão de semear fica a nota poliglota - muito sleazy para gostos de gourmet.

No entanto o propósito máximo deste post é salientar que, numa altura em que se gasta tanto dinheiro em bens superfluos, um melómano pode, por menos de 20 euros, adquirir duas obras-primas máximas - ainda por cima restauradas e com um som magnífico - de um músico excepcional.





Esqueçamos a parvoíce que é dizer que a mesma pessoa produziu duas obras-primas e atentem que, neste caso, o termo 'obra-prima' apenas peca por defeito.

E por agora é tudo. Que me perdoem o ligeiro tom de educador do povo - 'Vasco, Vasco, companheiro Vasco' - mas o que querem? Entusiasmei-me. :)
07 Janeiro 2004 0 comentários
A libertação dos grilhões da ignorância na ascensão que leva à argúcia e à construção de tronos de pó de uma realeza mortiça.


Ou, um exemplo prático daquilo que uma crítica não deve ser?

Animal Collective Spirit They’re Gone, Spirit They’ve Vanished / Danse Manatee
2003
FatCat

««Animal Collective, ou a tradição como linha fronteiriça, susceptível de ser galgada em audições contínuas. O epíteto serve "Spirit They’re Gone, Spirit They’ve Vanished" (2000) do ponto de vista formal. Serve também “Danse Manatee” (2001), o capítulo segundo. A transcendência na articulação de fragmentos, pedaços de nada que contêm tudo, presenteia o trabalho de conteúdo perfurado por apupos de estilo. Como um tufo de independência a desvincular Avey Tare, Panda Bear, Deaken e Geologist das tendências mais colegiais de fazer e acontecer música.

O livro abre-se para deixar à mostra os resíduos das páginas amarelas, um disco duplo que liberta folhas de Outono com nervuras a descoberto. Música do mundo que tresanda a desnorte, de incompatibilidades orgânicas, famigeradas, radicada nos partos inorgânicos de profundidade para lá da demarcação telúrica. Um techno minimal a provocar amuos nas pistas de dança pelo infanticídio do groove. Já no ano passado, os Sparks, excêntricos da pop, saqueavam o ritmo e cantavam oh no, where did the groove go? em “Lil’ Beethoven”.

Em Animal Collective, há uma circularidade psicadélico-individualista a morder o rabo das canções, afiliadas que estão à corrente do naufrágio turvo, com o anzol lançado a algumas milhas do porto. São traços cálidos a desferir as directrizes de cânticos naturais, guturais, odes sinfónicas a um punhado de terra. O afago do piano atravessa os filamentos do discurso das guitarras, coloca na estrutura uma densidade justaposta, irreverente. Se os Godspeed You! Black Emperor são o entroncamento do esqueleto político com o silêncio plasmático, Animal Collective é o barro que cola as partes e as sacode numa divagação migratória.

São carantonhas étnicas, coloridas, fantasmas ciganos, visões espectrais do futuro da pop. Anjos despidos, assexuados e magros abrindo asas múltiplas e deixando um rasto de cometa contra um firmamento cintilante. São arranhões, escoriações na voz e na instrumentação o que se ouve na edição da FatCat dos dois primeiros tomos do colectivo. Uma recuperação que vem remediar a pouco expansiva distribuição, nos respectivos anos de lançamento, fora dos Estados Unidos. A bestialidade humana em sagas luminosas numa Alegoria da Caverna acidental. O caminho dos visionários faz-se depois de colher os frutos das trevas, os rebentos da penumbra. A libertação dos grilhões da ignorância na ascensão que leva à argúcia e à construção de tronos de pó de uma realeza mortiça.

Apontar segmentos desta narrativa diletante equivale a rasgar páginas de um romance e jurar ter extraído à obra as passagens mais importantes. Escutar é um exercício de redundância, dispensa facilitismos pedantes e obtusos. A contundente compartimentação de sons em saquetas-expresso, de rápida degustação, é uma obstrução vulgar e grosseira no trabalho crítico. Querem saber um segredo? O espírito foi-se mas continua a assombrar os auditores do quarteto de Brooklyn. O animal jaz no subsolo, enfezado e baço, a lenda está escrita em disco compacto. »»

in Bodyspace.net, citado recentemente algures num thread de http://www.forumsons.com/

Já não me divertia tanto a ler um texto desde o 'vazio parentético' dos Sigur Rós. Resta saber se a piada será intencional. Mas a grande questão aqui é saber onde, como e em que circunstâncias é que o autor do texto teve acesso à máquina que traduz em letras os sons contidos num pedaço de música. Ou, por outras palavras, depois de ouvir o disco é muito provável que o autor do texto não tenha resistido cacarejar num discurso pejado de excessos verborreicos, enfadonhos e inúteis, típicos de uma certa linguagem rebuscada falsamente 'experimental' e 'moderna'.

Posto isto julgo que seria prudente que discos como o dos Animal Colective

passassem a exibir um autocolante com os seguintes dizeres:
'Cuidado, objecto pretensioso. Perigo de contágio.'
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A Dois começou as suas emissões na segunda feira às 21 horas, prentende ser um canal diferente, com assuntos de interesse geral mas sem preocupações em termos de audiências.
Será que vai resultar?
06 Janeiro 2004 0 comentários
Buaaaaaaa!!! Eu quero os meus comentários de volta!!!
Eu quero comentar a beldade mencionada no último post e mostrar mais uma vez a minha tara por mulatas!
Eu quero dar umas valentes gargalhadas com o link Estes brasileiros são loucos.
Eu quero arranjar os comentários! Srs. Administradores digam o que precisam, que eu faço!
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Lizz Fields . By Day By Night

Estou apaixonado por esta voz (calma! é só pela voz)



ok ... estava a mentir. Estou apaixonado também por este disco.



E por mais algumas coisas que não vêem agora ao caso.

Ella Fitzgerald e os Portishead? É uma teoria possível.

Por falar em Portishead. Há quanto tempo não têm o prazer de ouvir um dos discos anteriores? 3 anos? Mais do que isso? Será que eles ainda merecem a dedicação que os fãs lhes ... erm ... dedicam? Aburguesaram-se? 2004 será o ano do novo disco eternamente adiado? Ou será que vamos voltar a ter notícias de Beth Gibbons após o sobrevalorizado - digo eu - 'Out Of Season'? Ainda assim antes um 'ui' da Beth Gibbons do que ter que gramar a gemideira rouca de Carla Bruni e sua guitarrinha a tiracolo. Eu realmente mencionei preferir algo em vez de uma 'gemideira rouca'? Esqueçam.
05 Janeiro 2004 0 comentários
Coisas que me irritam disparatadamente (a talho de foice)

Que o grupinho à minha frente nas bilheteiras do cinema esteja o tempo todo a falar de trivialidades (“Comprei umas calças na loja xpto mas vou trocar porque me ficam largas e talvez compre uns ténis a combinar com aquele casaco que comprei nos saldos blablabla”) e apenas se lembre de discutir que filmes estão em cartaz quando a menina da bilheteira já está à espera;

(ainda no cinema) Escolher o meu lugar na quarta fila a contar do fim e ter vistas desafogadas por não haver vivalma nas filas à frente, para assistir depois à chegada de um casal que escolhe justamente as duas cadeiras situadas no enfiamento da minha – na fila anterior, claro – e se acomoda vagarosamente, numa altura em que o filme JÁ COMEÇOU há pelo menos oito minutos;

Que o empregado de mesa pergunte “para quem é a pizza bolonhesa?” quando já todas as pessoas na mesa estão servidas menos uma;

Comprar o bilhete para uma exposição que quero mesmo muito ver – atenta e deliciada – e, ao entrar, dar de caras com um compacto grupo de 150 simpáticos adolescentes ruidosos em visita de estudo;

Encontrar o parque de estacionamento do supermercado quase vazio, escolher um lugar isolado e descobrir, no regresso, que alguém estacionou o carro coladinho ao meu, impossibilitando-me de entrar pelo lado do condutor (o parque continua vazio);

Parar para meter gasolina numa área de serviço muito movimentada, escolher a fila que parece mais pequena e verificar que, enquanto os condutores de todas as outras filas abastecem, pagam e dão lugar a outros, eu continuo à espera que o condutor do carro à minha frente acabe de ver os títulos dos jornais desportivos, tome café, coma um pastel, pague tudo e mais um chocolatinho, vá ao wc e, finalmente, regresse ao carro (uma outra versão acontece nas portagens, quando o condutor da frente não sabe ao certo se tem trocos mas teima em verificar).

Encontrar na prateleira de uma loja o disco ou livro que desejo há meses, perceber que não tenho dinheiro comigo, esconder o disco/livro na zona mais discreta e remota da prateleira e voltar duas horas depois – com dinheiro – para descobrir que já foi vendido.

Escrever um e-mail importantíssimo para o meu futuro, daqueles que demoram meia hora a concluir porque têm de estar perfeitos – ou então um daqueles que relatam detalhadamente as ocorrências dos últimos três meses, para mandar a uma boa amiga que já não veja há muito tempo – e descobrir, quando clico no botão ‘enviar’, que: “a sessão expirou; introduza a password” (entretanto desaparece o e-mail e ficamo-nos pela intenção).

Sacar uma música pela net para dançar feita doida em casa – num estilo algures entre o hip-hop, house e breakbeat – e descobrir depois de 25 penosos minutos de download que acabei de sacar a versão acústica em gaita de foles.

Que as minhas duas gatas adorem ir fazer piões dentro ‘daquele’ caixotinho sempre que eu ponho areia limpa e aspiro os arredores e que, cinco minutos depois do meu esforço, metade da areia esteja espalhada por tooooooooodo o lado no desgraçado compartimento.
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Comentários kaputt

Logo agora que estavamos a ficar famosos, o nosso sofisticadíssimo sistema de comentários tinha que dar o berro. Humpft ... que aborrecido!
Prometemos resolver a situação assim que possível (tan nha nha tum tum ... musiquinha de Kenny G a acompanhar).
Apesar da forte tentação que é ficarmos a falar sozinhos queremos ouvir o que os nossos leitores - sim, estou a falar com vocês os dois - têm a dizer desse lado.
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Estes brasileiros são loucos.
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Circlesquare . Pre-earthquake Anthem



A palavra da mailing list da FLUR

'a output continua a iludir as expectativas de quem espera mais playgroup.
circlesquare, canadiano como manitoba, apresenta uma pop isolacionista próxima do slow-core mais associado ao midwest norte-americano. canções hiper-lentas pontuadas por uma guitarra western, ritmos electrónicos pausados e ambiências gélidas. tudo se passa muito devagar, e quando nos apercebemos estamos já imersos em pleno disco. a tensão hipnótica das melodias é reforçada pela sugestão do título: «pre-earthquake anthem» pode ser a preparação para uma tragédia que se avizinha, não tão dramática como a «pre-millenium tension» de tricky mas mais subtil, bonita mas incomodativa do mesmo modo que o filme «the last picture show» de peter bogdanovich mostrava pausadamente o desagregar de uma paz pouco verdadeira. o disco é feito de espaço e muito silêncio, palavras escolhidas, repetição que embala.
o inverno começa em breve.'

É da mais elementar justiça que se dê os parabéns ao autor desta prosa por ter conseguido escrever um texto sobre Circlesquare sem referir uma única vez os Massive Attack. É certo que a 'marca' Massive Attack ainda surge associada a muitos sub-produtos inclassificáveis, mas também é verdade que o grupo de 3D e Daddy G já não tem o fulgor intocável dos melhores tempos de 'Mezzanine' e 'Blue Lines'. Mas tudo isto não passam de conversas paralelas. Ouvir 'Pre-earthquake Anthem' será, talvez, como imaginar o esqueleto rítmico dos Massive Attack (lá está), substituindo a alma fumarenta do dub por uns pózinhos góticos de Love & Rockets - a voz, meu deus, a voz - umas guitarras western (Flur copyright) e o silêncio que, dizem, antecede a tempestade - neste caso um desvastador tremor de terra. Não garanto que o terramoto aconteça de facto mas de um conjunto inquietante de momentos de tensão já ninguém nos livra.

04 Janeiro 2004 0 comentários
Escrítica Pop

Miguel Esteves Cardoso - e peço desculpa por estar a voltar ao assunto mas a reedição de 'Escrítica Pop' foi uma das coisas mais excitantes que me aconteceu nas últimas ...... horas - tem um talento para a escrita de pequenos textos em forma de crónica inversamente proporcional à excelência das suas, felizmente cada vez mais raras, aparições televisivas. Mas, já estou como diz a Sandra, ler o livro assemelha-se à experiência anacrónica de ler textos formidáveis, extremamente bem escritos e inspiradíssimos sobre as performances do recente Citroen 2 Cavalos ou análises comparativas entre o Fiat 127 e o acabadinho de sair Renault 5.

No entanto, por entre alguns textos sobre grupos e bandas que nem aos rodapés da história conseguiram chegar, um (atenção ... momento poético) pequeno excerto sobressaiu a meus olhos. Às tantas, por entre a crítica impiedosa ao novo disco dos Pere Ubu, MEC diz assim: 'De que serve ser-se vanguardista dum modo que garante a indiferença - não serão inutéis os revolucionários discretos?'.
São vocês que estão a dizer 'Animal Colective' - não sou eu.
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Stereolab . Instant 0 in the Universe (EP)

Finalmente, após a habitual pausa das festas de fim de ano, tenho algum tempo livre para desembrulhar a última encomenda que me chegou da FLUR. Curiosidade muito grande para ouvir o novo EP dos Stereolab



o primeiro sinal (de vida) após o falecimento de Mary Hansen - o elemento mais carismático logo a seguir a Laetitia Sadier e, entre outras coisas, responsável pelos inconfundíveis lalala's característicos dos álbuns do grupo.



(Mary é a primeira menina a contar da direita)

Também chegaram os discos de Circlesquare e Monolake. Mas estes já conhecia graças aquele programa de partilha de ficheiros que tem um pássaro como ícon e cujo nome não convém dizer não vá a RIIA meter o bedelho. Mas esses - os discos, não os gajos da RIIA - ficam para uma próxima vez, caso se justifique.

Entretanto já ouvi o disco. Asseguro-vos que é muito bom e que na última música os Stereolab se divertem a construir uma insidiosa melodia sob um ritmo disco-sound. Ficarei então à espera do novo disco - Margerine Eclipse - que, consta, vai ser editado no início deste ano e que até já deve estar disponível no souls.... ups. :)
02 Janeiro 2004 0 comentários
Os meus e de mais ninguém - parte II



Sem nenhuma ordem definida mas qualquer um deles indispensável. Acabei por não estabelecer qualquer tipo de hierarquia, principalmente porque, após duas ou três tentativas, não consegui definir nenhuma. :)

O gosto é volátil e depende de um conjunto de circunstâncias – a disposição, a hora, o tempo, o contexto, o próprio lugar onde os discos são escutados - que são impossíveis de traduzir em critérios estanques. Por outro lado, como conseguir estabelecer um critério objectivo e coerente para ordenar discos tão heterogéneos? No fundo, é a predominância do subjectivo sobre o objectivo. Pouco sentido faz ordenar uma lista de discos que amanhã seria certamente diferente.

O disco do ano é sem qualquer dúvida o dos Outkast. Acho que pela primeira vez na vida escolhi um disco que, só nos EUA, vendeu 6 milhões de exemplares. Estarei a ficar com gostos mainstream? (uma consideração lateral apenas para dizer que o novo single 'The Way You Move' é o único tema fraquinho do duplo álbum)
Outros possíveis candidatos seriam os discos de Villalobos, Tim Hecker, So, Spring Heel Jack, Autechre, Kimmo Pohjonen, Xela, Aesop Rock, Non-Prophets, Monolake, Matmos ou Dizzee Rascal. Outros discos – Burnt Friedman, Busdriver, Plaid, LFO, Dub Tractor - poderiam ainda entrar na lista dos 50. E muitos outros ficaram para ouvir nos tempos mais próximos. Nas compilações destaco DJ Shadow em pleno live-act no histórico programa de John Peel, Michael Mayer a seleccionar o décimo terceiro volume da colecção Fabric, os tesouros esquecidos recuperados em Texas Funk, a surpresa deliciosa de Mutant Disco e a caixa luxuosa da Trojan.

2003 foi um ano de muita e boa música. Antiga e nova. No final, o desejo habitual em todos os inícios de ano – que o próximo seja ainda melhor.

50 álbuns

50 Cent – Get Rich Or Die Tryin
Aesop Rock - Bazooka Tooth
Alva Noto + Ryuichi Sakamoto – Vrioon
Atmosphere - Seven’s Travels
Autechre - Draft 7:30
Broadcast - Haha Sound
Brother Ali - Shadows Of The Sun
Cinematic Orchestra - Man With A Movie Camera
Circlesquare – Pre-Earthquake Anthem
Dizzee Rascal - Boy In Da Corner
Dwele – Subject
Gang Starr-The Ownerz
Him - Many In High Places Are Not Well
Jaga Jazzist - The Stix
Jay-Z - The Black Album
Kimmo Pohjonen - Kluster
King Geedorah - Take Me To Your Leader
Leafcutter John – The Housebound Spirit
Lifesavas - Spirit In Stone
Lizz Fields - By Day By Night
Luomo - The Present Lover
Madlib - Shades Of Blue
Matmos - The Civil War
Monolake – Momentum
Moodymann - Silence In The Secret Garden
Mu – Afro Finger And Gel
Murs - The End Of The Beginning
Nephlim Modulation Systems - Woe To Thee O Land Whose King Is A Child
Non-Prophets – Hope
Outkast - The Love Below/Speakerboxxx
Plastikman – Closer
Pluramon - Dreams Top Rock
Prefuse 73 - One Word Extinguisher
Rachel’s - Systems / Layers
Rechenzentrum - Director’s Cut
Rhythm & Sound - W/ The Artists
Ricardo Villalobos - Alcachofa
Riow Arai – Mind Edit Syndicate
So - So
Sole - Selling Live Water
Spring Heel Jack – Live
Stephen Malkmus & The Jicks - Pig Lib
The Matthew Herbert Big Band - Goodbye Swingtime
Tied & Tickled Trio - Observing Systems
Tim Hecker - Radio Amor
Twine - Twine
Two Banks Of Four - Three Street Worlds
Ty - Upwards
Viktor Vaughn – Vaudeville Villain
Xela - For Frosty Mornings And Summer Nights



15 Compilações e Mix-Tapes

Cool As Ice, The Be Music Productions
DJ Shadow-Dimishing Returns
I Like It, Compiled by DJ Hell, Peter Kruder, Michael Reinboth & Theo Thonnessen
Life:Styles Compiled and Mixed By 4 Hero
Miami Sound, Rare Funk & Soul From Miami, Florida 1967-1974
Michael Mayer-Fabric 13
Mutant Disco, A Subtle Discolation Of The Norm
Muzik City, The Story Of Trojan
New York Noise, Dance Music From The New York Underground 1978-1982
Nice Up The Dance
Pulp Fusion, DJ Pogo Presents The Best Of Pulp Fusion
Solid Steel presents Herbaliser, Herbal Blend
Texas Funk, Hard Texas Funk 1968-1975
The Wonder Of Stevie, Compiled By DJ Spinna & Bobbito, Essential Stevie Compositions, Covers & Cookies
Wild Bunch, Story Of A Sound System Mixed By DJ Milo


5 Concertos

Blackalicious no Hard-Club
gybe! no Sá da Bandeira
Matthew Herbert no CBT
Philip Jeck no Aunditório de Serralves
Rechenzentrum no Rivoli


12 Filmes

Os meus preferidos deste ano; por ordem alfabética . Pensei escolher apenas dez mas não consigo eliminar nenhum desta lista.

A Última Hora, de Spike Lee
Adeus Lenine, de Wolfgang Becker
Apanha-me se Puderes, de Steven Spielberg
Às Segundas ao Sol, de Fernando León de Aranoa
Bowling for Columbine, de Michael Moore
Cidade de Deus, de Fernando Meirelles
Dogville, de Lars Von Trier
Elephant, de Gus Van Sant
Longe do Paraíso, de Todd Haynes
Mystic River, de Clint Eastwood
O Adversário, de Nicole Garcia
Swimming Pool, de François Ozon